Ataque
Ataque à Binance tira US$ 6,3 bilhões; FBI aponta Coreia do Norte
Ataque à Binance movimentou US$ 6,3 bilhões em criptoativos em dez redes de blockchain; FBI atribui o roubo ao TraderTraitor, da Coreia do Norte.

A Binance sofreu um ataque que resultou na movimentação não autorizada de cerca de US$ 6,3 bilhões em criptoativos [1][4]. O episódio é considerado o maior roubo de ativos digitais já registrado [3]. O FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte, enquanto a Binance não confirmou a identidade dos responsáveis [1][3].
Em resumo
- A movimentação não autorizada ocorreu em minutos e, segundo a TRM Labs, alcançou cerca de US$ 6,36 bilhões em dez redes de blockchain, com a maior parte concentrada em aproximadamente 20 minutos [1][4].
- As apurações apontaram a possibilidade de comprometimento do computador de um engenheiro da área de operações e tecnologia e identificaram outros pontos de invasão; as hot wallets (carteiras operacionais) também foram comprometidas [1][5].
- A TRM Labs atribuiu o ataque, com alto grau de confiança, ao TraderTraitor, unidade associada ao governo da Coreia do Norte, e a Chainalysis apontou indícios de participação de hackers da Coreia do Norte [1].
- Segundo a Binance, não foram encontradas evidências de vazamento de chaves privadas, e aproximadamente US$ 3 bilhões foram congelados em parceria com empresas de blockchain e emissoras de moedas digitais vinculadas ao dólar [1].
- A Binance informou ter reposto cerca de 95% dos criptoativos desviados e iniciado a retomada gradual dos saques, com recursos próprios e o fundo emergencial SAFU [5].
O que fazer agora
- Empresas, plataformas de criptoativos, corretoras e empresas de análise de blockchain devem bloquear imediatamente qualquer transação ou endereço associado aos agentes do TraderTraitor, conforme o pedido público do FBI [3][4].
- Essas organizações devem monitorar movimentações em plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de conversão instantânea de criptomoedas, caminhos que o FBI prevê para a tentativa de movimentação dos recursos [4].
- A Binance deve concluir a reposição dos criptoativos e a retomada gradual dos saques, após ter informado a reposição de cerca de 95% dos ativos desviados [5].
- Autoridades devem manter o rastreamento dos recursos; o FBI atua em conjunto com o Serviço Secreto dos Estados Unidos e a divisão de investigação criminal da Receita Federal americana [5].
O que aconteceu
O ataque comprometeu as hot wallets da Binance e permitiu transferências não autorizadas, com os recursos retirados da plataforma em questão de minutos [4][5]. Segundo a TRM Labs, os invasores movimentaram cerca de US$ 6,36 bilhões em dez redes de blockchain, com a maior parte das transferências concentrada em aproximadamente 20 minutos [1].
A investigação inicial identificou a possibilidade de invasão do computador de um engenheiro da área de operações e tecnologia [1]. O acesso teria permitido ao invasor alcançar um ambiente interno de serviços e autorizar transações de retirada sem autorização [1]. Os investigadores também identificaram posteriormente outros pontos de invasão além do computador do engenheiro [5].
Após o incidente, a Binance suspendeu temporariamente as retiradas, revogou a autorização do endereço comprometido e acionou autoridades policiais para rastrear os valores [1]. A corretora afirmou que não encontrou evidências de vazamento de chaves privadas das carteiras [1].
Quem é afetado
O incidente afetou os saldos de clientes da Binance, mas a corretora não informou quantos clientes foram afetados [3][5]. Para recompor esses saldos, a Binance está adquirindo moedas digitais para substituir as que foram roubadas [3].
A Binance suspendeu temporariamente as retiradas [1]. A retomada gradual dos saques começou com prioridade para Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), BNB, XRP, Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE) [5]. A Binance não informou se haverá compensação adicional além da reposição dos criptoativos [3].
Atribuição e impacto
Segundo a TRM Labs, o ataque foi atribuído com alto grau de confiança ao TraderTraitor, unidade associada ao governo da Coreia do Norte; a Chainalysis também apontou indícios de participação de hackers da Coreia do Norte [1]. O FBI, em comunicado público, atribuiu o ataque à Coreia do Norte e solicitou que empresas e plataformas bloqueassem endereços e transações associados aos agentes do TraderTraitor [3][4]. A Binance, porém, não confirmou a identidade dos responsáveis [1].
Autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Sul apontam que operações cibernéticas são utilizadas pelo regime de Pyongyang como fonte de recursos em meio às sanções [1]. Em fevereiro de 2025, hackers atribuídos ao mesmo grupo foram responsabilizados pelo ataque à corretora Bybit, com desvio de cerca de US$ 1,5 bilhão [1]. O episódio contra a Binance é considerado o maior roubo de ativos digitais já registrado, cerca de quatro vezes o prejuízo da Bybit [3].
A Binance informou que aproximadamente US$ 3 bilhões foram congelados em parceria com empresas de blockchain e emissoras de moedas digitais vinculadas ao dólar [1]. Em sua atualização de 30 de outubro, a TRM Labs estimou que cerca de US$ 2,7 bilhões estavam bloqueados [1]. Tether e Circle, emissoras de moedas vinculadas ao dólar, impediram a movimentação de parte dos recursos roubados [1].
Segundo os investigadores, os hackers continuam controlando bilhões de dólares em ativos que não podem ser congelados diretamente por emissores centralizados [1]. A reposição feita pela Binance avançou de aproximadamente 80% para 90% desde o balanço de divergências de 30 de outubro, e uma atualização posterior registrou cerca de 95% [3][5]. A corretora afirmou que está usando recursos próprios e o SAFU e que assumirá integralmente o impacto financeiro do incidente [5].
O que ainda não se sabe
- A Binance não informou quantos clientes foram afetados nem se haverá compensação adicional além da reposição dos criptoativos [3].
- O FBI não detalhou prazos para a conclusão das apurações [3].
- A Binance continua investigando e pretende divulgar os detalhes técnicos após a conclusão da investigação [2].
- A Binance ainda não detalhou os outros pontos de invasão identificados pelas apurações [2][5].
- A atualização mais recente de reposição registrou cerca de 95% dos ativos afetados, sem detalhar o percentual restante [5].
- A Binance não confirmou a identidade dos responsáveis, apesar da atribuição pública do FBI à Coreia do Norte [1][3].
Linha do tempo
- 29 de outubro de 2026 — A Binance sofreu o ataque, com retirada não autorizada de criptoativos em minutos e comprometimento de suas hot wallets [1][4][5].
- 30 de outubro de 2026 — A Binance informou o congelamento de aproximadamente US$ 3 bilhões, enquanto a TRM Labs estimou cerca de US$ 2,7 bilhões bloqueados [1].
- 31 de outubro de 2026 — O FBI atribuiu publicamente o ataque à Coreia do Norte e pediu o bloqueio imediato de transações e endereços associados ao TraderTraitor [3][4].
- 1º de novembro de 2026 — A Binance informou a reposição de cerca de 95% dos ativos afetados e iniciou a retomada gradual dos saques, enquanto a investigação continuava [2][5].
Fontes
- Ataque hacker atribuído à Coreia do Norte desvia US$ 6,3 bilhões em criptomoedas — acessepolitica.com.br, 2026-10-30
- Ataque hacker de US$ 6,3 bilhões na Binance é atribuído à Coreia do Norte — portalgurupi.com.br, 2026-11-01
- FBI atribui à Coreia do Norte ataque hacker que desviou US$ 6,3 bilhões da Binance — diarioesp.com.br, 2026-11-01
- FBI atribui à Coreia do Norte roubo de US$ 6,3 bi em cripto da Binance — cnnbrasil.com.br, 2026-11-01
- FBI atribui à Coreia do Norte ataque hacker de US$ 6,3 bilhões contra a Binance — expressaobrasiliense.com, 2026-11-01